quarta-feira, 10 de julho de 2013

Geração Caninha 51 – Uma Má Ideia


Bom, hoje eu tirei um momento de folga e pensei em dar um passeio com minha amada esposa pelo shopping aqui da cidade, para renovar os ares, ver novas pessoas, movimento, planejar o futuro, enfim, espairecer. Uma noite de quarta-feira como qualquer outra, pelo menos até eu chegar ao meu destino.
No momento em que chegamos ao shopping, fomos logo recebidos por um local apinhado de pessoas, transbordante de ideias (pelo menos eu assim pensava). E comecei a perceber que a maioria pujante daquelas pessoas eram adolescentes. Como eu trabalho com adolescentes na igreja local, pensei que seria bastante interessante a experiência de observação do comportamento deles (as), para que pudesse de alguma forma subtrair alguma experiência proveitosa para meu trabalho com esta faixa etária.
Sentei-me e pedi meu expresso, e comecei a degusta-lo com muita alegria, um café que a muito não tomava igual, com um sabor de banho de chuva, um sabor jovial e marcante, alegre. Junto com meu café a conversa com a amada corria solta, mas algumas olhadelas para os “teenagers” ao meu redor desviavam minha atenção da conversa. Até o momento que uma moça da cafeteria cometeu um erro, e a maioria dos adolescentes adjacentes ao local, ao perceber o barulho do erro cometido pela atendente, começaram imediatamente a gritar como um grupo de babuínos enfurecidos. Tamanho foi meu susto que quase meu café visita minha camisa limpa.
Neste episódio, conversei com minha amada e concordamos que esta geração de adolescentes esta tomando um rumo, ao nosso olhar, errado e de proporções preocupantes. Nossos adolescentes estão cada vez mais irreverentes (no mau sentido da palavra), mais superficiais, mais despreocupados com a coletividade e profundamente pensantes de sua individualidade e hedonismo. Adolescentes que não se preocupam mais com seu próprio futuro e bem-estar (pelo menos nesta idade eu me preocupava com o meu futuro), achando que o tempo não passará e ao passar, encaram-se trabalhando como assalariados acomodados com seu pequeno salário mínimo. (Vale aqui ressaltar que não trago indignidade a nenhum emprego, apenas penso que eles deveriam buscar empregos melhores para ter uma vida mais digna, algo cada vez mais difícil neste Brasil). Logo após breve conversa com minha esposa sobre o acontecido, vimos uma senhora correndo e chamando a plenos pulmões para o segurança, pois estava acontecendo uma briga. Materialismo, hedonismo, megalomania, desrespeito, falta de capacidade de se portar em público, falta de educação, inexistência de limites, busca desenfreada pelos próprios anseios. Todas estas questões passaram por minha cabeça em segundos.
Frente a estes acontecimentos surgiram perguntas: Como estes adolescentes ficaram assim? São será frutos de um sistema “capetalista” cada vez mais individualista? Ou nós estamos falhando nos exemplos e na educação destes adolescentes?
Ainda que as perguntas acima tenham inúmeras respostas e opiniões diferentes, resta-nos lutar por esta geração, que apesar de estar caminhando a passos largos para uma má desenvoltura futura, tem um potencial adormecido que deve ser trabalhado para que possam dar bons resultados. E os bons resultados a que me refiro não são financeiros, e sim humanos. Relacionamentos sadios, preocupação com o próximo, empatia por outros que não eles mesmos. Precisamos agir contundentemente e rápido!

Ainda creio nesta geração, ainda creio em um milagre! 

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