Introdução:
Neste ensaio acadêmico, abordaremos
um tema de extrema importância e valorização não somente para o povo de Israel
especificamente, mas para todos os povos do Oriente Antigo Próximo, a
Sabedoria. A Sabedoria tem longa trajetória no Oriente Antigo, principalmente
na sabedoria egípcia e mesopotâmica, a sabedoria bíblica, porém, têm
essencialmente produção pós-exílica, deixando claro que seu estudo leva-nos
diretamente a uma pesquisa aprofundada na história e cultura do Oriente Antigo.
Mas, precisamos buscar entender em que consistia a Sabedoria para aquele povo?
Como se dava o processo de construção sapiencial dos conhecimentos dos que eram
considerados “sábios”? Qual a “forma”, ou se existe mais de uma, quais as
“formas” de sabedorias utilizadas neste período? Será que, de alguma forma, a
sabedoria se faz presente através de algum tipo de prática, ou resume-se em
frases, sentenças e provérbios escritos, ou ainda, apenas falados, sobre
algumas orientações cotidianas? Procuraremos realizar um breve “mergulho” sobre
a Sabedoria do Antigo Testamento e suas implicações sociais.
A sabedoria no Antigo Testamento e suas funções sociais
A reflexão “sábia”, ou a construção
do pensamento sapiencial dava-se quase que em sua totalidade pela observação dos
acontecimentos cotidianos, familiares ou não, que de alguma forma interferiam
na vida ou se faziam vistos pelos “observadores” dos acontecimentos vivenciais.
A observação das experiências da vida fazia com que aqueles que observavam com
mais cautela passassem a perceber o que deveria ser feito, ou ainda, evitado
para que tal atitude ou acontecimento observado voltasse a acontecer ou não. Em
algumas ocasiões, essas observações e reflexões sapienciais davam vida a
escritos normativos, ou ainda a grupo de leis para “nortear” a vida das
pessoas. A reflexão sapiencial tinha e ainda tem de certa forma como base de
suas reflexões temas variados, como a família, vida diária, família, trabalho e
valores morais e ainda dava resultados como produção de um pensamento familiar,
pela necessidade de que as novas gerações tinham que possuir “ferramentas” para
enfrentar o mundo que as cercava, buscando assim, através destas, uma forma
mais digna e pacífica de sobrevivência e tomada de atitudes frente os
acontecimentos cotidianos; conforme podemos ler no texto de Ceresko:
“Há provas,
mesmo de épocas bem primitivas, da grande energia que tanto a geração mais
antiga dos pais como a nova geração despenderam à medida que a nova geração se
equipava com “sabedoria”: o conhecimento e as habilidades necessárias para
lidar com a vida no mundo”. (CERESKO. 2004, p. 14)
Através destas “respostas” às novas
gerações, surgem então diversas formas de repassar a experiência vivida pelas
gerações anteriores, que deixam estes pensamentos nas mais variada formas,
através de provérbios, sentenças, parábolas, etc. Estes conselhos são reflexos
dos valores e culturas, seja ela hodierna ou passada.
Ao decorrer desta tentativa de responder aos
questionamentos da vida, de descobrir a ordenação de seus ciclos através da
ajuda da razão, começaram então a surgir escritos de sabedoria; registros
destas descobertas para as questões vitais do ser humano e de seu dia-a-dia. Ao
passo que o Pentateuco e os primeiros profetas trazem informações e orientações
para a sociedade como uma única parte, os escritos sapienciais trazem recomendações
que devem ser praticadas e lidas na unidade de cada indivíduo, ou seja, seria
como uma “manual” de considerações práticas para a vida de cada um em especial
e suas ações cotidianas. Segundo pesquisadores, a escrita sapiencial e sua
“tradição” tiveram maior crescimento e influencia com o surgimento das Escolas
de Escribas, chamado assim o treinamento que pessoas, geralmente ligadas à
Corte Real, recebiam para que pudessem ler interpretar e reproduzir as Sagradas
Escrituras. Suas atividades se davam, geralmente em três áreas específicas, que
podemos chamar de Diplomacia e Administração Real, onde estes se correspondiam
com monarcas de reinos vizinhos, realizavam o controle de registros contábeis e
outras funções administrativas. Em segundo lugar, tinham o papel de “escola”
propriamente dito, onde ensinavam e treinavam pessoas como seus sucessores e
também governadores de outras províncias, e por terceiro, a produção literária,
entrando nesta questão os materiais de formação para o treinamento dos futuros
escribas e administradores reais, segundo Ceresko:
“[...] as atividades dessa escola de escribas
abrangiam ao menos três áreas. A tarefa mais importante e árdua envolvia a
administração cotidiana do reino [...] também desempenhava um importante papel
educativo. Além de prepararem outras pessoas para assumir seus lugares na burocracia
estatal, eles também treinavam líderes administrativos [...] A produção
literária representava para os escribas uma terceira área”...] (CERESKO. 2004,
p. 25).
Através do reinado de Salomão apenas que em Israel
se introduz a poesia como arte; promovida pelos chamados mestres da sabedoria,
que através dos ensinos a exemplo do livro de Provérbios, trata dos pontos
positivos e negativos da riqueza e a inexistência desta; as regras da vida que
traem bem-estar; etc. Fazendo um paralelo com a Revelação de Deus, a sabedoria
é celebrada como uma revelação “horizontal, entre homens que, ao observarem seu
cotidiano, as coisas e a realidade que o cerca, descobre verdades e subtrai
ordem a partir do caos, como vemos Ziener afirmar:
“Ao lado da palavra profética, revelação que vem do
alto, a sabedoria é, para Israel, uma revelação “horizontal”, que, mediante
observações da natureza, da história e da vida humana, procura descobrir a
vontade de Deus”. (ZIENER. 1987, p. 370).
Podemos, através destas informações,
perceber um pouco da formação do pensamento, ou do refletir sapiencialmente e
de que forma iniciou-se a produção literária destes saberes através
principalmente dos já citados mestres da sabedoria e das escolas de escribas. Os
gêneros literários que mais são utilizados na redação sapiencial são o já
citado Mashal, o Provérbio, que pode
ser enigmático ou numérico; a sentença, a poesia, a parábola, a fábula e a
alegoria. Comecemos então a observar alguns pontos importantes sobre os livros
sapienciais bíblicos e um breve panorama sobre cada um deles:
Provérbios:
O Livro de Provérbios, a princípio,
pode causar certa estranheza para uma leitura realizada mais desatentamente,
pois podem parecer que o livro é somente uma coletânea de ditos e frases
aleatórias, sem uma sequência lógica, ou sem um sentido maior central. Mas, ao
analisarmos a etimologia da palavra provérbios, vemos que esta é derivada do
termo mashal, que significa, dentre
outras propostas de tradução, “comparação”, porém deriva da raiz msl, que significa reger, dominar,
convencer. Daí pode-se perceber como dito anteriormente, que provérbios são uma
busca através da observação sábia do conteúdo da vida de reger o mundo insano,
encontrar a ordem para os acontecimentos da vida. Esta ordem de tentar “reger”,
ou ao menos entender o que se passa no mundo e na vida, faz um dos caráteres
principais do livro de Provérbios, conforme nos orienta Ceresko:
“[...] essa obra intitulada “Provérbios de Salomão”
(mishlê shelomô) representa um prodigioso
esforço de reger ou dominar o caos e a confusão da vida cotidiana. Essa
tentativa de atribuir ordem e significado aparecem tanto no nível restrito dos
provérbios individuais como no nível amplo do livro como um todo”. (CERESKO.
2004, p. 25).
Com relação aos autores de provérbios, o livro
deixa-nos bem claro que são vários, sendo três destes mencionados pelos seus
próprios nomes: Salomão, Agur e Lemuel. No livro não há datação exata de sua
produção ou compilação, o início de sua produção pode ser muito longa desde os
primeiros escribas, ao qual já mencionamos até o século II a.C. ainda que não
haja certeza de que as citações sobre os nomes sejam diretamente ligados à
autoria, compilação ou edição dos provérbios. Segundo alguns autores, podemos
perceber que a chamada “data áurea” da sabedoria, ou seja, o momento em que ela
teve seu maior reflexo e preponderância foi aproximadamente no século 10 antes
de Cristo.
Em sua estrutura, o livro divide-se em: Título e
introdução (1.1 - 7); o prólogo (1.8 - 9/18); os primeiros provérbios de
Salomão (10.1 – 22.16); as palavras dos sábios (22.17 – 24.22); ditos dos
sábios (2424.23 - 24); segunda coletânea de provérbios de Salomão (25.1 –
29.37); palavras de Agur (30.1 - 14); ditos numéricos (30.15 – 33); palavras do
rei Lemuel (31.1 – 9) e poema descritivo da mulher ou esposa ideal (31.10 – 31)
(CERESKO. 2004, p. 55). Os temas principais tratados no livro são: O temor a
Javé; comparações entre o sábio e o tolo; comparações entre o justo e o ímpio;
comunicação; o proceder de pais e filhos; o proceder das esposas e mulheres; relação
entre trabalho e preguiça; orgulho e humildade; Ira e comparações sobre riqueza
e pobreza.
Este livro é um dos mais importantes entre os
sapienciais, norteia a sabedoria bíblica com Pr 1.7, o temor do Senhor é o
principio da sabedoria, a sabedoria popular está atrelada a vida, mas com este
verso ele a amarra a Deus, Ele é a fonte da sabedoria e é necessário temê-lo
para ter sabedoria, temos aqui o diferencial da sabedoria israelita, bíblica,
para as sabedorias das demais regiões do Oriente Próximo, receberam as influência
destas outras regiões e a nacionalizaram atrelando-a a seu Deus nacional.
Eclesiastes:
O livro de Eclesiastes, também conhecido no hebraico
como Qohelét, que significa pregador,
é motivo de muitos comentários sobre si, ora favoráveis, ora desfavoráveis, por
diversos pesquisadores bíblicos. Os favoráveis encontram beleza em sua maneira severa
de descrever a vida e seus acontecimentos, sem “rodeios”, por exemplo, não
escondendo que onde deveria haver justiça fora encontrado apenas injustiça e
opressão. Por outro lado, outros encontram neste livro algo que vai contra a
canonicidade bíblica, encaram-no como algo que deveria ter sido excluído da
Bíblia, justamente por seu caráter descritivo de certa forma cético, pessimista
e a preocupação com a morte que o autor retrata. A linguagem utilizada no livro
retrata de maneira contundente que este tenha sido de redação pós-exílica, pois
se usam termos persas em sua construção, sendo que alguns biblistas optam pela
informação de que este texto de certa forma teve uma produção bastante tardia,
conforme Ceresko:
“A linguagem e o aparecimento de algumas palavras
persas situam o livro firmemente no período pós-exílico. Alguns comentadores
recentes optam pelo início do período helênico, entre 300 e 200 a. C., quando
os Ptolomeus do Egito incluíram a Palestina como parte de seu império”.
(CERESKO. 2004, p. 101).
Essa dominação ptolomaica trouxe um
momento de extrema dificuldade para o povo de Deus, pois este era amplamente
explorado por este governo. Os Ptolomeus deram continuidade no processo de
cobrança e exploração financeira que os persas haviam iniciado com o povo de
Israel, cobrando altas taxas de impostos do povo da terra. Para dificultar e
assim oprimindo ainda mais o povo, o imperador não admitia que este pagamento
fosse feito com parte da colheita ou da criação de animais, mas sim em
dinheiro, na moeda que circulava nas cidades. Os grupos familiares começaram e
desmoronar frente a esta dura realidade monetária, e os valores antes cuidados
com tanta veemência estava dando lugar a conceitos muito mais materialistas e de
influência do poder. É neste contexto de opressão, que o “pregador” procura um
modo de levar a vida com maior dignidade; com mais sabedoria. O livro de
Eclesiastes é senão uma resposta a este momento de crise, crise não somente
financeira e política, mas fruto desta uma crise religiosa. Afirma que o melhor
que o homem pode fazer é se deleitar com o fruto de seu trabalho; pois não
consegue compreender e aceitar a fadiga proveniente de um trabalho duro se não
se pode ter deste, frutos duradouros.
Segundo pesquisadores, é achada
certa continuidade e unidade no livro de Eclesiastes, com progressão de
pensamentos. O livro tem uma estrutura organizada e de fácil compreensão; sendo
que pode ser dividido em: os esforços humanos não são capazes de trazer
realização pessoal (1.2 – 11); não há proveito em nada, exceto usufruir seu
trabalho na presença de Deus (1.12 – 6.9); incapacidade humana de conhecer o
sentido da vida senão na sabedoria de Deus (6.10 – 11.6); Exortação a uma vida
responsável e submetida aos valores do Reino (11.7 – 12.14). O livro possui
pluralidade de temas teológicos, alguns deles como a confirmação de Deus como
Criador de todas as coisas; como um Deus pessoal e justo e etc. Vejamos um
pouco sobre a sabedoria no livro de Jó.
Sabedoria em Jó:
Como afirmamos anteriormente, a
reflexão, ou a construção do pensamento sapiencial se dava ou se dá em momentos
de busca incansável para respostas para as questões cotidianas e enigmas da
vida. Sejam questionamentos mais fundamentais ou básicos, as respostas eram e
ainda são muito mais buscadas em momentos de profunda transformação; e não há
momento de mudança de conceitos e valores maiores do que nas provações e
amarguras da vida. Neste papel entra o livro de Jó, que, como a grande maioria,
ao passar as suas mazelas, ao sentir suas dores, principalmente ao se tratar de
um “justo”, passa a fazer a fatídica pergunta: Por quê? É em busca de uma
tentativa de resposta que se acha, por vezes, a sabedoria. O livro de Jó é
inserido no cânon judaico ainda que se encontrem escritos extremamente
parecidos no Antigo Oriente. Mesmo não possuindo uma menção direta a Aliança
como em outros momentos das Escrituras, o vínculo e o relacionamento de Jó e o
Deus que ele clama em angústia parecesse muito com os modelos de
relacionamentos de outros personagens bíblicos, conforme Ceresko:
“[...] os
estudiosos o rotularam como um exemplo de literatura sapiencial – e com justas
razões [...] Apesar da ausência de uma terminologia explícita da aliança ou de
formas a ela vinculadas, o relacionamento entre Jó e Deus tem paralelos em
outros relacionamentos Deus/homem nas Escrituras [...]” (CERESKO. 2004,p. 75).
A história de Jó ocorre no período
pré-mosaico, segundo alguns pesquisadores, devido à falta de menções a Israel
como nação, sua atividade como sacerdote perante a sua família e, porém sua
redação e registro se dão segundo estudiosos no período exílio/pós-exílio, pois
alguns afirmam que o questionamento de Jó é uma figura de linguagem para os
questionamentos de todo o povo judeu ante a deportação e destruição de sua
nação. Estruturalmente, o livro tenta retratar um “herói” da fé, alguém justo e
íntegro que tem sua vida testada por Deus, para que se ache aprovado por este. Jó,
por diversas vezes, verifica a realidade que o está cercando, se questiona como
pode estar passando por tal crise sendo justo, e procura pela verificação da
experiência uma sábia maneira de enfrentar a assoladora situação em que se
encontra. O livro parece seguir uma lógica concreta, porém em momentos há umas
desconcertantes mudanças de “roteiro”, o que coloca de certa forma em
questionamento a unidade do livro. Trata de renovar a questão do justo
sofredor, e que este terá sua esperança renovada ao fim de sua provação; o
livro pode ser dividido em: A tragédia de Jó (capítulos 1 e 2); seu trauma
sobre os acontecimentos terríveis (3.1 – 42.6) a restituição de Jó e de suas
perdas (42.7 – 17). Vejamos um pouco sobre o livro de Salmos.
Salmos:
O
livro de Salmos, nada mais é do que uma compilação, em suma, dos cânticos
compostos e reproduzidos pelo povo, nas mais diversas ocasiões no decurso de sua
história. O livro de Salmos, doravante denominado de Saltério, não é um livro
inteiramente sapiencial, por possuir salmos dos mais variados gêneros, não
somente sobre a “sabedoria” ou em resposta as agruras e necessidades da vida.
Os Salmos 1; 37; 49; 73; 91; 112;
127; 128; 133 pela particularidade de estarem intimamente ligados ao cotidiano
e acontecimentos da vida, entram como literatura sapiencial. O Salmo 1, por
exemplo, têm extrema semelhança com provérbios, pois narra de maneira muito
clara e objetiva conselhos para o homem que quer ser “feliz” (Bem-aventurado).
Em outros livros além do Saltério, podemos encontrar cânticos com a mesma
estrutura dos que se encontram em Salmos (Êxodo 15.1 – 19; Deuteronômio 32; 1
Samuel 2.1 – 10; etc.), deixando bastante claro que esta forma de escrita, o
registro poético e musical dos acontecimentos eram já parte intrínseca da vida
do povo.
Considerações finais:
Neste ensaio acadêmico pudemos
observar que a sabedoria, tema integrante e de extrema importância para a
compreensão do pensamento vetero-testamentário, é parte integrante de alguns
livros que não são amplamente pesquisados, mas que são de suma importância para
o dia-a-dia hodierno, que não se encontra gritantemente longe da realidade que
vivemos hoje. As situações se repetem; o mundo continua e rodar seus ciclos, a
completar suas voltas cotidianas, e em meio a esse turbilhão de acontecimentos
bons e ruins, o sábio busca ordem a partir do caos.
Pudemos
perceber um pouco de como se dava o ato de refletir sapiencialmente e de que
maneira este ato respaldava a ação sábia; de que forma esta sabedoria era
passada de geração em geração e como e por quem eram estas ideias registradas. Como
ainda o é hoje, o refletir com sabedoria é o observar da vida , mas não somente
observar, e sim atuar como um visionário; não na concepção de vidência da
palavra, mas sim aquele que observa a realidade e os acontecimentos ao seu
redor e vê o que ninguém mais percebe; entende o ciclo da vida e não obstante e
somente perceber encontra a melhor forma de ultrapassar este ciclo de maneira
pacífica. Além, vimos um pouco sobre os livros que de alguma forma tratam a
sabedoria como tema predominante biblicamente, e que de alguma forma, traziam
informações para uma melhor vivência, ou melhor, sobrevivência e que ainda
fazem-se conselhos práticos para nossos dias.
A
função social da sabedoria, esta intrinsecamente ligada ao seu ser. Em sua
maioria a sabedoria é popular, é feita pelo povo, falada pelo povo, trata de
assuntos cotidianos do povo. Ao ser o arauto do povo ela manifesta os
protestos, as indignações de um povo deseja pelos menos ter o que comer, viver
em paz com sua família, livre de tanta opressão. O que vemos em Jó se pensarmos
em uma redação mais tardia pós-exílica, é um manifesto, contra a opressão que
leva todos os bens, leva os filhos, os perde para a escravidão algo que era
comum acontecer, ao perder as posses a família ter que se vender para quitar as
dívidas, perder a saúde no trabalho escravo.
A
sabedoria deseja educar as gerações, a ter maturidade, emoções equilibradas,
proceder correto, ser prudente, relacionamentos saudáveis, para que no que for
possível alcançável pelas pessoas marginalizadas tornar a vida um pouco melhor.
E está intimamente ligada a Deus. A sabedoria centraliza-se em Deus com o
homem, nem mais em um do que o outro, mas na criatura e criador juntos, tem sua
maior expressão na vida, vida digna, justa, vivida não sobrevivida como vemos o
desanimo de Eclesiastes frente às opressões sociais, Deus criou a vida para que
pudéssemos desfrutar dela com sabedoria e alegria, não nos fez para sofrer, é
interesse de Deus a vida, a sabedoria mesmo sendo palavra do homem se torna
palavra de Deus no momento que deseja mudanças sociais em favor da vida.
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